Após um ano de operação em São Paulo, o Programa Geração Futuro Profissionalizante, iniciativa do Instituto Renault, registra os primeiros resultados na capital paulista: 30 moradores das favelas da Vila Prudente foram qualificados profissionalmente e nove deles já foram contratados pela rede de concessionárias da marca.
Como funciona o programa
Desenvolvido em parceria com o SENAI-SP, a organização social Arca do Crescer e as concessionárias Sinal, RPoint e Amazonas, o programa combina formação técnica com desenvolvimento de habilidades socioemocionais. Conforme dados do Instituto Renault, a taxa média de empregabilidade das iniciativas Geração Futuro Jovens Talentos e Geração Futuro Profissionalizante alcança 71%.
Segundo Ariel Montenegro, presidente e diretor-geral da Renault Geely do Brasil e presidente do Instituto Renault, o principal indicador de sucesso do programa é a empregabilidade. "Mais do que formar profissionais, o objetivo é garantir que essas pessoas tenham acesso real ao mercado de trabalho, com oportunidades de desenvolvimento e crescimento", afirma.
De acordo com dados oficiais, somente em 2025 e apenas em São Paulo, seis alunos foram contratados pela concessionária Amazonas, um pela RPoint e um pela Sinal.
Formação técnica e trilha de carreira
Conforme a estrutura do programa, o SENAI-SP responde pela qualificação técnica em Mecânica Auxiliar Automotiva, com carga horária de 160 horas, realizada na unidade SENAI Automobilística, no Ipiranga. Ao concluir o curso, os participantes obtêm a certificação de Mecânico C.
Para aqueles que ingressam na rede de concessionárias, está disponível uma trilha de desenvolvimento que prevê progressão para as categorias:
Mecânico C (entrada)
Mecânico B
Mecânico A
Especialização como eletromecânico/Cotech
"Damos a esses jovens uma profissão. Eles aprendem na prática, em laboratórios alinhados à realidade da indústria, o que facilita a inserção no mercado de trabalho após a conclusão do curso", declarou Durval Pinheiro Junior, diretor de unidade do SENAI-SP.
Inclusão produtiva como estratégia
Para Victor Viana, COO do Grupo Amazonas, a participação no programa representa um compromisso com as comunidades atendidas. "Ao integrar esses profissionais à nossa operação, não estamos apenas preenchendo vagas, mas formando talentos e ampliando perspectivas", destacou.
Christian Amendola Moleiro, gerente do centro de formação e inclusão profissional da Arca do Crescer, ressaltou que o trabalho da organização se concentra no desenvolvimento socioemocional dos alunos, em complemento à formação técnica do SENAI. "Trata-se de uma iniciativa que contribui diretamente para a inclusão produtiva e para o desenvolvimento social das comunidades atendidas", afirmou.
Criado em 2019 como resposta às demandas identificadas pelo Mapa Social da Borda do Campo — diagnóstico que apontou vulnerabilidade territorial e necessidade de acesso ao emprego —, o programa Geração Futuro acumula centenas de participantes qualificados ao longo de sua trajetória. Confira mais notícias do setor automotivo no Auto Repórter.


