O mercado de SUVs compactos no Brasil ganhou um novo personagem. A BYD acaba de lançar o Atto 2 DM-i Híbrido Plug-in Flex, que parte de R$ 149.990 e que promove uma sacodida no segmento de SUVs no País. Ele, que não é nada menos que um Yuan Pro rebatizado e com motorização híbrida, é o primeiro híbrido plug-in flex da BYD produzido no Brasil, e chega posicionado abaixo do já conhecido Song Pro.
Quem são os rivais do BYD Atto 2?
Não é exagero dizer que a BYD foi direto ao coração do segmento. O Atto 2 mira de frente o Hyundai Creta, o Volkswagen T-Cross e o Chevrolet Tracker — três dos SUVs compactos mais vendidos do país, todos com motores convencionais flex. A aposta é clara: oferecer tecnologia híbrida sem cobrar o preço premium que normalmente acompanha esse tipo de powertrain.
O SUV já circula na Europa sob a mesma proposta de eletrificação acessível, o que valida o posicionamento global da marca para o modelo.
Como ele é por fora
Com 4,33 m de comprimento, 1,83 m de largura e 1,67 m de altura, o Atto 2 tem porte muito parecido com o do Yuan Pro — seu antecessor direto no lineup da BYD. O entre-eixos de 2,62 m garante bom espaço interno para a categoria, e o porta-malas oferece 455 litros, número competitivo no segmento.
Visualmente, segue a linguagem de design mais recente da marca: linhas limpas, iluminação 100% em LED e um perfil claramente voltado ao uso urbano.
Motor, bateria e autonomia: duas versões com propostas distintas
O Atto 2 DM-i chega em duas configurações — GL e GS — e é aqui que as diferenças ficam mais evidentes.
A versão GL traz bateria Blade de 7,85 kWh, entrega até 45 km de autonomia elétrica (ciclo NEDC) e potência combinada de 177 cv, com torque de 30,6 kgfm. O 0 a 100 km/h é coberto em 8,5 segundos.
Já a versão GS sobe o nível com bateria de 18,03 kWh e autonomia elétrica de até 110 km. A potência sobe para 197 cv, mantém o mesmo torque e ganha um décimo a menos no sprint: 8,4 segundos.
Nas duas versões, tração dianteira, velocidade máxima de 180 km/h e tanque de 45 litros. Com tudo carregado e o tanque cheio, a autonomia combinada pode chegar a impressionantes 1.045 km. Os modos de condução disponíveis são Eco, Normal, Sport e Neve.
Equipamentos: o básico já vem bem servido
A versão de entrada GL não deixa a desejar em equipamentos. Câmera 360°, painel digital de 8,8'', central multimídia rotativa de 10,1'' com Apple CarPlay e Android Auto, seis airbags, rodas de 17'', frenagem autônoma de emergência, leitor de placas e atualização OTA são alguns dos destaques.
A GS amplia o pacote com central de 12,8'', integração nativa com Google Maps e Google Assistant, carregador indutivo de 50W com ventilação, tecnologia V2L (Vehicle-to-Load), teto panorâmico, bancos em couro ecológico com ajuste elétrico, sensor de chuva e acesso por NFC ou Bluetooth.
Os recursos de assistência avançada à condução — como controle de cruzeiro adaptativo, monitoramento de ponto cego, alerta de colisão traseira e assistente de faixa — ficam restritos à GS.
Cores e garantia
Ambas as versões chegam nas cores Skiing White, Time Grey e Obsidian Black. A GS tem exclusividade na Malachite Darkcyan, um azul-esverdeado que remete a pedras preciosas. Os interiores variam entre tecido premium (GL) e couro ecológico (GS), com opções de acabamento Black ou White Gravel conforme a cor externa.
A garantia é de 6 anos ou 200.000 km para o veículo, e de 8 anos ou 200.000 km para a bateria Blade.
Preços
Versão | Preço sugerido |
|---|---|
| R$ 149.990 |
| R$ 169.990 |
A estratégia da BYD com o Atto 2 é ousada: trazer tecnologia PHEV para uma faixa de mercado onde o consumidor brasileiro ainda pensa em termos de "1.0 turbo flex". Se a equação de custo-benefício convencer na prática, o SUV tem tudo para ser uma pedra no sapato dos rivais convencionais.


