A Copa Mitsubishi de Vela, um dos principais circuitos de vela oceânica do Brasil, inicia sua terceira etapa estratégica em Ilhabela, São Paulo. O evento, que se estende por dois finais de semana, é considerado crucial para as equipes que buscam consolidar suas posições no ranking de 2026 e se qualificar para a disputa do título na última fase da competição.
De acordo com a organização, esta etapa é fundamental para o desempenho final dos competidores. Carlos Eduardo “Cuca” Sodré, diretor técnico da Copa Mitsubishi, explica que a vela oceânica, influenciada por fatores como vento e correntes, exige constante tomada de decisões e sintonia entre os tripulantes.
Segundo Sodré, "é muito 'fácil' uma equipe perder uma regata por um pequeno detalhe, uma decisão errada, dentre as incontáveis que são tomadas no calor da competição, ou até mesmo quando, você tem um dia perfeito, seu adversário pode ter tido um dia ainda melhor".
Estrutura e Classes da Competição
A Copa Mitsubishi é caracterizada por um formato de longa duração, com quatro etapas, cada uma composta por quatro dias de regatas. Essa estrutura permite a alternância nos resultados e proporciona às equipes a oportunidade de aprimoramento contínuo ao longo do período. A Mitsubishi Motors, patrocinadora do evento, reforça seu apoio a competições que exigem resistência e estratégia.
As embarcações participantes são divididas em cinco classes, cada uma com características e regras específicas:
ORC: Destinada a veleiros de competição de alta performance, tripulados por velejadores experientes.
BRA-RGS: Regra simplificada brasileira para veleiros de cruzeiro, equipados com itens de conforto, mas também adaptados para regatas.
C30 (One Design): Classe de veleiros com projeto e equipamentos padronizados, garantindo igualdade entre as embarcações.
HPE25 (One Design): Similar à C30, esta classe também utiliza veleiros rigorosamente iguais, focando na habilidade da tripulação.
RGS Cruiser: Categoria de entrada para velejadores que desejam experimentar as competições, admitindo veleiros não medidos nas classes anteriores.
A alternância de lideranças é uma constante no circuito. Na classe RGS Cruiser, por exemplo, o veleiro Morgazek, comandado por Michele D'ippolito, liderou a primeira etapa, enquanto o Pura Vida, de Marcos de Oliveira César, assumiu a ponta na segunda etapa. Na BRA-RGS, o Kameha Meha, de Alberto Kunath, atualmente lidera, com o Avohai, de Luiz Henrique Macedo, e o Beleza Pura, de Felipe Degan, alternando-se nas posições subsequentes. Segundo a organização do evento, essa dinâmica ressalta a importância estratégica da terceira etapa para as definições do campeonato.
Além da competição na água, a Copa Mitsubishi também promove atividades sociais, configurando-se como um ponto de reencontro entre velejadores e familiares. Para esta etapa, o coquetel de boas-vindas ocorrerá na "Casa Barca", um restaurante em Ilhabela inspirado na cultura caiçara. O Yacht Club de Ilhabela sedia happy-hours após as regatas, e os participantes contam com espaços para relaxamento, como sessões de massagem.
A iniciativa da Mitsubishi Motors em eventos esportivos como o Sertões MTB e a Copa de Vela reforça o engajamento da marca com o esporte e a aventura em diferentes modalidades.


