A General Motors celebra a produção de cinco milhões de veículos em sua fábrica de Gravataí (RS). Este marco ocorre quando a unidade completa 26 anos de operação, tendo sido a primeira fora do estado de São Paulo e concebida com o conceito de condomínio industrial, integrando 13 fornecedores e um provedor logístico.
De acordo com Thomas Owsianski, presidente da General Motors América do Sul, a trajetória de Gravataí acompanha a evolução da própria montadora na região. Segundo ele, ao longo de 26 anos, a unidade ampliou sua competitividade, incorporou novas tecnologias e consolidou uma base industrial preparada para os próximos ciclos de transformação da empresa.
Inaugurado em 2000, o complexo possui capacidade instalada para produzir até 330 mil veículos anualmente. Sua operação industrial abrange estamparia, polímeros, funilaria, pintura e montagem geral, figurando entre as operações com melhor desempenho da General Motors em indicadores globais.
Ao longo de sua história, a fábrica de Gravataí consolidou a produção de modelos da Chevrolet como o Celta, o Prisma e a família Onix. Mais recentemente, a unidade iniciou a produção do Sonic, modelo que integra o ciclo de investimentos de R$ 1,2 bilhão anunciados em 2024 para modernização e expansão da planta.
Compromisso com o Futuro e Tecnologia
A unidade de Gravataí foi projetada para alto volume de produção. Em menos de cinco anos de operação, atingiu a marca de 500 mil carros produzidos. Em oito anos, já eram 1 milhão de automóveis e, com as ampliações e investimentos realizados, Gravataí alcançou a marca de 3,5 milhões de veículos em 2018.
A partir de 2018, com o avanço da Indústria 4.0, o complexo foi atualizado para integrar tecnologias avançadas nos veículos, como Wi-Fi nativo, assistentes de condução, seis airbags e controle de estabilidade. A constante evolução tecnológica, que inclui assistentes de IA para manuais do proprietário, exemplifica a direção da indústria.
Ricardo Urbano, diretor executivo do complexo de Gravataí, explica que a operação é altamente conectada, utilizando centenas de robôs, automação avançada e sistemas integrados que elevam a eficiência, flexibilidade e qualidade em cada etapa da produção. Segundo o diretor, mais de 100 aplicações desenvolvidas pela equipe local atuam com inteligência artificial para otimizar processos, reduzir o consumo de energia e potencializar as operações.
Em práticas ambientais, a unidade de Gravataí foi a primeira a atingir a certificação "Zero Aterro", reciclando 100% dos resíduos industriais. Além disso, a fábrica possui as certificações ISO 9001 e 14001, com a 50001 implementada, e reduziu as emissões de Carbono em mais de 68% no escopo 1. As iniciativas de conservação e educação ambiental foram reconhecidas com a certificação Gold do Wildlife Habitat Council, e em 2023, a unidade recebeu o prêmio Energy Star Challenge da Agência de Proteção Ambiental dos EUA.
Por meio do Instituto GM, o complexo também desenvolve ações sociais voltadas à educação, proteção climática e inclusão, incentivando o engajamento dos empregados e gerando impacto positivo direto na comunidade local.
Ciclos de Investimento
Desde sua inauguração em 2000, o complexo de Gravataí recebeu quatro grandes ciclos de investimentos, que totalizam R$ 6 bilhões, visando ampliar a capacidade produtiva e incorporar automação e inteligência artificial ao longo dos anos:
2000: Inauguração com produção do Celta (investimento inicial de R$ 1,1 bilhão).
2006: Ampliação para a produção do sedã Prisma (R$ 240 milhões).
2010 a 2012: Expansão para o lançamento do Onix (R$ 1,4 bilhão).
2019: Modernização da linha para o lançamento dos novos Onix e Onix Plus (R$ 1,9 bilhão).
2024: Anúncio de R$ 1,2 bilhão para modernização do complexo, renovação do portfólio e preparação da unidade para receber o Sonic.


